domingo, 22 de junho de 2008

Colher de Chá

A moça entra correndo em casa procurando pela mãe. Chorando lhe conta que o namorado dela havia lhe forçado. "Como assim?" perguntou a mãe. "Forçado o que?". "Mamãe, eu estava na casa dele, e... começamos a nos beijar, começamos a nos tocar...". "Você quer dizer que ele lhe forçou a fazer sexo?". A moça, num misto de medo e vergonha assentiu. "Como foi isso, minha filha?" perguntou a mãe. "A gente estava se beijando, se abraçando... Eu me empolguei demais e quando vi no que ia dar aquela empolgação toda, quiz parar, mas ele não aceitou. Reclamou comuigo, que eu provocava e depois não queria concluir." E amãe retrucou "Ele não deixa de ter uma certa razão." “Mas Mamãe, você ainda está defendendo-o? Desde que eu me senti apaixonada, me dediquei a esse namorado e me entreguei quase que totalmente a ele. Mas ele não tinha o direito de me forçar a fazer sexo com ele." O avô da moça saia da cozinha em direção à escada, passando pela entrada da sala, atrás das duas, quando ouviu essa última frase da moça. Parou, e com uma mão sobre o corrimão voltou-se na direção delas e ficou ouvindo quase sem respirar. “Filha, isso é muito sério. Realmente ele não tinha o direito de fazer o que fez com você, se bem que você não deveria ter deixado esse 'fogo' ir tão longe. Até que ponto chegou esse entregar-se?” perguntou a mãe. “Quase que totalmente!”, respondeu a jovem. “Eu não tinha vontade de fazer qualquer coisa que não fosse com ele, e se fosse com ele tudo era interessante e prazeroso, mas eu não queria fazer sexo. Eu era virgem. E ele tirou isso de mim sem a minha permissão." A mãe põe-se preocupada e fica procurando palavras sem encontrar. “Minha filha, todo mundo se sente completo na presença de quem gostamos, mas devemos medir até onde podemos ir. Você mediu, não foi?” “Você quer saber se eu disse que não queria fazer sexo com ele, não é Mamãe?” e a mãe atônita responde balançando positivamente a cabeça enquanto as sobrancelhas imprensavam uma ruga na testa. “Disse Mamãe..." "Mas então, minha filha, isso foi um estupro?” Abraçou a filha e as duas se puseram a chorar. O avô achou que já tinha ouvido o suficiente e do pé da escada resolveu mudar o seu destino, retirando-se da casa. Saiu e foi para o terraço. Lá sentou em um balanço para duas pessoas e ficou a pensar. Ficou ali calado até que um homem alto e forte interrompeu seus pensamentos. Era o capataz da sua fazenda perguntando se tinha alguma ordem para a propriedade. “Tenho.”, disse o velho. “Mas não vou dar as ordens agora. Volta à noite e traz mais alguém para te ajudar.” O capataz conhecia seu patrão e percebeu que ele não estava de bom humor. Apenas retirou-se rápido com um “sim senhor”, era o que ele melhor podia fazer. À noite, os dois trabalhadores da fazenda pegaram o ex-namorado da neta do patrão quando voltava da casa de outra namorada. Deram-lhe uma forte pancada que o fez perder os sentidos e o levaram para a fazenda. Quando o rapaz voltou a si, estava no chão de um galpão. Tentou se mover mas não conseguiu. Estava amarrado, pés e mãos amarrados juntos, preso pelos tornozelos junto com os pulsos. Percebeu também que estava sem roupas. Gritou por ajuda e veio alguém que lhe pareceu familiar. Alguém que estava tranqüilo segurando uma colher de chá. O rapaz se sentiu aliviado. Conhecia a pessoa que estava junto dele. Era o avô de sua ex-namorada. “Senhor, me ajude com...” “Cale-se!” disse o velho. O rapaz ficou surpreso e calou-se. “Então você resolveu desonrar a minha neta e já estava se preparando para desonrar outra...” “Não, senhor.” Interrompeu o jovem. “Eu não desonrei ninguém. A sua família continua honrada como sempre foi.” “Minha família continua honrada como sempre foi? Talvez eu deva perguntar à minha neta. Talvez não seja preciso.” Olhe, nós fizemos sexo, sim, o senhor sabe, a sua neta é muito bonita... Mas eu não tive a intenção de desrespeitar ninguém.” "Não teve a intenção de desrespeitar? Só de fazer o que queria sem se importar se minha neta queria ou não." "Não é bem assim. Ela me atiçou demais. Eu já não aguentava mais, tinha que... O senhor é homem, o senhor me entende." “Acho que você é que não está entendendo. Você desvirginou a minha neta e contra a vontade dela. Isso não lhe parece ser estupro?” Só então o rapaz compreendeu o que estava acontecendo. “Me desculpe. Eu realmente não tinha a intenção de magoar ninguém e posso lhe garantir que estou arrependido do que fiz.” O rapaz viu mais duas pessoas se aproximarem dele. “Amanhã, eu tenho certeza de que você estará arrependido.” O velho ajoelhou-se e ainda se abaixou. Segurando o cabo da colher de chá com a mão direita, puxou a outra ponta e tornou a pressionar o cabo da colher até que ela escapou de sua mão e atingiu o rapaz com bastante força em sua perna. O rapaz sentiu a dor provocada pela colher e olhou de lado. Estava o velho a sentar-se no chão e dizer: “Você acha que eu tive todo esse trabalho para lhe dar uma colherada na perna? Sei que você não pode se ver, mas pense um pouco. Você está sem roupas, com as pernas puxadas para frente e amarradas. Alguma coisa vem para traz quando colocamos as pernas para frente.” Falou em voz baixa e de maneira tão gentil que o rapaz pensou que poderia ser uma brincadeira. E o velho prosseguiu: “O que vem para traz é o seu saco. Você vai levar tantas colheradas no saco quantas forem necessárias para dissolver as suas bolas”. O rapaz ouviu aquilo sem acreditar que pudesse ser verdade. Quando sentiu a primeira pancada com o dorso da colher, deu um grito de dor e prolongou o grito pelo horror de ser aquilo uma verdade ao ouvir o velho dizer: “Pode gritar à vontade, meu jovem. Você não vai incomodar ninguém. E a partir de amanhã, nunca mais vai estuprar ninguém, ainda que queira.”

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Escovando os Dentes

A mulher estava precisando de uma empregada doméstica que dormisse no serviço. Certo dia, por indicação de alguém, uma jovem se apresentou à mulher querendo trabalhar em sua casa. A mulher fez umas perguntas rápidas à jovem e depois trataram do salário. Tudo ficou acertado e com o passar dos dias, a mulher foi se dando conta de que o serviço da jovem era bem satisfatório. Sempre que ela acordava já encontrava a mesa posta e a jovem aquecendo água para passar o café. Certo dia a mulher acordou mais cedo e dirigiu-se para o banheiro. Lá, encontrou a jovem escovando os dentes com a escova da mulher, que disse: “Mas, você está escovando os dentes com a minha escova, criatura?” E a jovem parou de escovar os dentes e respondeu de forma amável: “Dona, eu não tenho nojo da senhora não!”

 
Agradecimento especial a Cris Sincera
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